O Cordeiro Sacrificado

“Entre Nós” – Ministério de Jovens da IEB

Devocional para Páscoa: O Cordeiro Pascal (I Coríntios 5.7)
-Domingo – 12/04/20
-Texto base: Marcos 15.33-41
-Tema: O Cordeiro Sacrificado

“E chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra, até a hora nona.”
Definitivamente a terra não seria mais a mesma após a passagem do homem nascido em Belém, numa manjedoura. De vida humilde, dizem que nem mesmo havia onde reclinar a cabeça ao dormir. Homem que viveu 33 anos e impactou seu povo com sua mensagem de arrependimento, perdão e salvação. Sua fala era dura com aqueles que eram tidos como mestres, igualmente dura contra quem estava longe de seu Pai. Mas, sua mensagem fala aos corações daqueles que estavam cansados, sobrecarregados e oprimidos. Ele é o alívio para a alma.

Um homem que mudaria completamente o paradigma religioso de sua época. Sua atenção estava em agradar seu Pai, dedicou sua vida para isso e arcou com todas as consequências.

Ele é Jesus Cristo, carpinteiro. Jesus Cristo, homem. Jesus Cristo, Deus.

O texto de Marcos 15 relata com precisão o momento da crucificação. Jesus estava lá injustamente. Foi incriminado por coisas que não cometeu e açoitado com extrema violência. Humilhado por quem, poucos dias antes, o saudava como rei. E tudo
suportou, sem proferir palavra alguma. Contudo, pendurado na cruz exclamou: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”. As pessoas que estavam próximas pensaram que Cristo estava clamando por Elias, importante profeta de Israel. Mas não, ele clamava a seu Pai, o Deus vivo, pois nesse momento Jesus carregava um fardo que quebrava sua relação com Deus Pai. Cristo crucificado suportava, agora, o peso de todo o pecado da humanidade. Pecado que não se pode resumir em apenas
ações que desagradam a Deus. Porém, carregar o pecado significou algo mais profundo: uma condição de separação, de quebra de relacionamento entre o Deus Santo e a humanidade perdida. Uma condição de morte.

Foi na cruz onde Cristo carregou toda nossa culpa, eximindo nosso pecado. Ele se fez cordeiro sacrificado e consumou o plano redentor Deus. A morte de Jesus nos trouxe o perdão e a restauração do relacionamento com Deus (quebrado desde a Queda de Adão e Eva). O sacrifício do Cordeiro sem defeito foi e sempre será a maior demonstração de amor que existiu em toda a história. E somente alguém que fosse “verdadeiramente o Filho de Deus”, como exclamou o Centurião (Marcos 15.39), seria capaz de realizar tal sacrifício. O Verbo que estava com Deus se fez homem para resgatar a humanidade.

Mas sua obra não acabou na cruz do calvário. Entretanto, ao terceiro dia de sua morte, Jesus ressuscitou dentre os mortos. Jesus Cristo voltou à vida, pois Ele é Deus e sua ressurreição é a prova de seu poder e divindade. E mais, é confirmação de seu infinito amor e infinita graça para conosco. E, por crermos na sua morte e ressurreição, somos re-conectados com Deus e por isso, os mais felizes de todos os homens.

Questões para reflexão:
1) Leia novamente Marcos 15.34 e compare com Salmo 22.
2) A morte de Jesus teve consequências bastante profundas para o povo de Israel. O verso 38 de Marcos 15 diz que o véu do templo foi rasgado. Reflita sobre a mudança da relação entre Deus e humanidade a partir desse momento.

por Octavio Betiolo Teles Indart.

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